Casquinhas

Arranquei todas as casquinhas no fim-de-semana. Uma a uma puxei com a ponta da unha, deixei sangrar até chorar. Em pouco tempo a mistura de sangue e lágrimas formaram uma poça em meu coração. As pequenas feridas ficaram abertas e agora parece mais uma massa disforme em carne viva. Olhei, vi, ouvi, respirei e comecei a enrolar a massa em bandagens finas para recuperação.

MPV – novembro, 2008

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