O que posso fazer?

Essa é minha flor. Prestes a completar oito anos de muita estripulia e farra, já apresenta os sinais inegáveis da idade: seu pelo está ficando branco no focinho, ao redor dos olhos, no queixo, nas patinhas.

Seu maior tesouro é o ossinho comestível diet que ela rói, esconde, larga, pega, rói mais um pouquinho e tenta enterrar no piso sólido de madeira, sem se dar conta que a terra ficou para trás.

Dizem que os cães escolhem o chefe da matilha e, em nossa convivência nesses anos, pude comprovar que eles – ou no caso, ela – tem seus humanos preferidos. O que nós não conseguimos ainda, eles sabem: Gostam verdadeiramente de quem gosta deles e ficam longe quando o amor não é correspondido.

O eleito de minha flor é meu irmão. Nossa! Como ela gosta dele! Não dá para descrever todas as suas reações em presença de seu eleito, mas dá para fotografar. Ela aí na foto acima preferiu o par de meias usadas por meu irmão e deixou de lado seu tesouro da semana: o ossinho, inteiro, intacto no chão. Correu pela casa, saltitou, rosnou para quem tentou tirar as meias de seu poder, fez e aconteceu. Por ela, teria enterrado no assoalho sua joia muito mais valiosa, mas foi vencida pela insistência de minha mãe que achou o fim ela preferir meias suadas ao prato de ração.

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