O feijão dos dias

Deitada na cama, com o lençol sobre o corpo nu, ouviu o chuveiro escorrendo no banheiro do quarto alugado à hora. Estava cansada, queria ir embora, pensava em muitas coisas que estaria fazendo àquela hora, não tinha paciência para os rituais dos encontros (ou desencontros) sexuais, não se lembrava porque tinha concordado em ir. Quando chegaram, ele foi para o banheiro e ela arrancou as próprias roupas, se atirou na cama, querendo que aquilo acabasse logo para voltar para seu lugar de conforto. Pela janela aberta, entrava o cheiro adocicado de maconha de um dos vizinhos e pensou que podia ser ali, em seu quarto, com ela. Olhou para o teto e o espelho grande desafiava o ambiente gelado. Puxou o lençol com violência e o atirou ao chão, mostrando-se inteiramente nua, e, sem pudor, abriu as pernas e levantou o ventre. Admirou seu corpo nu, moveu-se na cama, virou de bruços, viu a bunda refletida e suspirou. Virou novamente de frente para o espelho e tocou seus peitos ainda rijos e seu sexo vibrante. Apurou os ouvidos, a água do chuveiro fora fechada e o barulho de toalha esfregada sobre a pele dele a excitou. Ela deslizou sobre a cama e ficou, com as pernas abertas, virada para a porta do banheiro. Ele saiu esfregando os cabelos na toalha, olhou sem surpresa para ela que disse: me come.

 

#temgenteescrevendo

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