Desejos para 2013

Em 2013,
Para os distantes, presença.
Para os europeus, longos braços pelo oceano;
Para os americanos, asas para os trópicos;
Para os que não vejo há muito, encontro;
Para os que vi e perdi, reencontro;
Para os não enxergo, saudade;
Para os que não entendem, compreensão;
Para as novas amizades, continuação;
Para os zangados, sorrisos gentis;
Para os felizes, eternidade;
Para os mestres, gratidão;
Para os que não desistem, firmeza;
Para os sempre presentes, amor;
Para as crianças, inocência;
Para os animais, cuidados;
Para a família, união;
Para cada um e todos, paz e saúde.

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90 minutos

Quando me avisaste, “chegarei amanhã”, comecei a pedir: “céu, não chora”. Queria que visses o Rio em sua beleza plena de dezembro. Queria que fosse um dia luminoso, ensolarado, com a quentura dos trópicos, mas não foi possível. Choveu um pouquinho. Fui ao teu encontro, vi teu mesmo sorriso tímido e ouvi tua voz mais calma. No entanto, noventa minutos passaram voando em nossa conversa sem ecos de gerúndio e quanto mais falávamos, menos dizíamos. Esqueci de te perguntar qual a música que ouves agora, como é o nome daquela praia na foto, quem são teus amigos mais chegados, o que lês, de que filme gostas, qual será o título do livro que ainda não escreveste. Não contei de meus amigos, do retorno de momentos alegres, dos meus gostos. Falamos de aviões, de contratos, editoras e carnaval. De vida longe e, muito rapidamente, de vida vivida. Falamos de saudade, que me fez sentir mais saudade. Pressa, pressa, pressa, pena. Promesteste que voltarás. Dois-três, cinco-seis, nove-dez dias. Volte. E me traga a foto da Romênia.

Feliz Ano Novo

Em 2011,

Para os distantes, presença;

Para os europeus, navios que atravessem o oceano;

Para os americanos, asas para os trópicos;

Para os que não vejo há muitos anos, encontros;

Para os que vi e perdi, reencontros;

Para os que perdi, saudades;

Para os que não entendem, compreensão;

Para as novas amizades, continuação;

Para os amigos, vida;

Para os zangados, gentileza;

Para os felizes, eternidade;

Para os sempre presentes, amor;

Para os com crianças, brincadeiras;

Para os com animais, cuidados;

Para a família, união;

Para cada um e todos, paz e saúde.

Dante Milano, tercetos

Eu sou um rio, a água fria de um rio.

profundo, cabe em mim todo o vazio,

Um reflexo me causa um calafrio.

Sou uma pedra de cara escalavrada,

Uma testa que pensa, e sonda o nada,

Uma face que sonha, ensimesmada.

Sou como o vento, rápido e violento,

Choro, mas não se entende o meu lamento.

Passo e esqueço meu próprio sofrimento.

Sou a estrela que à noite se revela,

O farol que vê longe, o olhar que vela,

O coração aceso, a triste vela.

Sou um homem culpado de ser homem,

Corpo ardendo em desejos que o consomem,

Alma feita de sonhos que se somem.

Sou um poeta. Percebo o que é ser poeta

Ao ver na noite quieta a estrela inquieta:

Significação grande, mas secreta.

Vários

Hoje tem abertura da mostra Retrospectiva Nelson Pereira dos Santos na ABL. Eu vou.

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Árvore da Lagoa inaugurada, acabou o ano, piorou o trânsito.

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Este ano, vai ter Natal em família, o que não acontece há muito tempo…. Encontro planejado, festa, menu e música, filme produzido, malas por fazer… Todos contamos os dias…

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Livro Degraus no forno. Sai até semana que vem.

Prefeitura podando árvores na minha rua, cheiro de Friburgo no verão…

Textos sumidos

Textos publicados aqui desaparecem misteriosamente no meio da madrugada. Dirigem-se sorrateiramente para páginas impressas.