Impossibilidade

Vejo seus olhos me olhando,
São olhos febris, incendiários,
Que me perseguem na rua,
Que não me deixam dormir.
Quando sinto seus dedos,
Tocando a ponta dos meus,
O calor percorre o corpo, que estremece e
Não esquece como tudo começou.
Quando você me esperou,
Tocando meu ombro e sorrindo para mim.
A conversa pela noite,
Repleta de mãos e toques, dedos incansáveis,
À procura de nós.
Aonde nos deixamos para trás?
O que nos impede que façamos o escrito?
É o calor que esfria, na noite que cai lá fora.
É o dia que desperta
A razão da impossibilidade,
Fazendo do momento o intervalo da minha história.
Pois um dia é choro,
Mas no outro a glória.

MPV – dezembro 1989

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