Dante Milano, tercetos

Eu sou um rio, a água fria de um rio.

profundo, cabe em mim todo o vazio,

Um reflexo me causa um calafrio.

Sou uma pedra de cara escalavrada,

Uma testa que pensa, e sonda o nada,

Uma face que sonha, ensimesmada.

Sou como o vento, rápido e violento,

Choro, mas não se entende o meu lamento.

Passo e esqueço meu próprio sofrimento.

Sou a estrela que à noite se revela,

O farol que vê longe, o olhar que vela,

O coração aceso, a triste vela.

Sou um homem culpado de ser homem,

Corpo ardendo em desejos que o consomem,

Alma feita de sonhos que se somem.

Sou um poeta. Percebo o que é ser poeta

Ao ver na noite quieta a estrela inquieta:

Significação grande, mas secreta.

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2 pensamentos sobre “Dante Milano, tercetos

  1. ESSE FOI O 1ª POEMA QUE LI AOS MEUS 14 ANOS HOJE TENHO 41
    ENGRAÇADO PARECE TER SIDO ESCRITO PRA MIM OS ANOS SE PASSARAM MAIS QUANDO LEIO SINTO O MESMO QUE SENTI A 27 ANOS ATRAZ

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