Marialva

Marialva gostava de flores do campo, Osório lhe entregava tulipas de plástico. Ela preferia viajar de carro, com rumo mas sem roteiro, ele planejava os minutos das férias. Marialva era cheia de energia e queria o sexo sem hora marcada. O metódico Osório só permitia o prazer agendado. Marialva se sentia prisinoneira das datas obrigatórias que Osório lembrava com presentes comprados pelo preço. Marialva queria sair com as amigas, falar bobagens do dia, mas Osório não dava folga, não ia nem ao futebol com os amigos. A vida dos dois era simbiótica por imposição do tempo e das vontades do marido. Na última quinta-feira, ele se depediu da mulher com o mesmo beijo na testa e a promessa do chameguinho obrigatório à noite. Marialva não hesitou: colocou as roupas na mala, documentos na bolsa, escreveu um bilhete simples e saiu pela porta para abrir a vida.

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3 pensamentos sobre “Marialva

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