O filho do vento

As coisas são possíveis. Fazer acontecer. A imagem do sujeito dançando e agitando as pessoas ao redor ficou marcada em minha mente. Era vida. E uma vida bonita. Existia uma aura de paz ao redor dele. Uma pessoa de bem com a vida, quase um anjo, pelas contradições e pela absoluta certeza de que viver vale cada minuto. A certeza do não definitivo que habitava meu coração foi dar um passeio. Quero viver de bem com a vida e com tudo o que me é importante.

Ao filho do vento, com gosto de mar e pele macia, devo o retorno à vida que vale a pena, a percepção das orquídeas, o olhar atento às telas e desenhos que estão dentro de nós, o mergulho no mar quente e salgado e o retorno aos escritos, ao que sempre foi importante para mim e a tudo que releguei a quinto plano.

Algumas vezes fico pensando que gostaria de ter a oportunidade de falar para cada uma das pessoas que não têm a mais remota ideia da importância que exercem em nossa vida em um determinado momento, o que elas significaram para mim e como contribuiram de forma tão marcante para a construção da minha existência. Saber que um gesto pequeno, sem esforço, contribuiu tanto para a vida alguém, deve ser reconfortante.

Talvez algum dia eu tenha a oportunidade de, pelo menos, retribuir. Isso, se também não estiver fazendo a minha parte sem saber.

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